“Não resistir à ação do Espírito Santo”, exorta dom Sérgio Castriani em missa da 52ª AG

Foto: Jorge TelesA celebração eucarística da manhã desta terça-feira, 6 de maio, na programação da 52ª Assembleia Geral da CNBB, teve como intenção especial o trabalho da Igreja na Amazônia. O arcebispo de Manaus (AM), dom Sérgio Eduardo Castriani, presidiu a celebração, que foi concelebrada pelos bispos das dioceses que estão na área da chamada Amazônia Legal.

Ao retomar o relato do martírio de Santo Estevão, que está na primeira leitura da liturgia de hoje, dom Sérgio destacou que este foi o primeiro de uma longa lista de mártires cristãos. “É uma realidade sempre atual, assim como a missionariedade e a caridade fazem parte da natureza da Igreja e a força dos mártires vem do Espírito e da visão de Jesus”, disse.

No texto do Evangelho de hoje, Jesus encontra a incompreensão por parte da multidão, que depois da multiplicação dos pães, ainda pede mais sinais. O arcebispo recordou a promessa de Cristo, que dá o Pão da vida. “O convite da Páscoa, tempo em que encontramos o Cristo Ressuscitado, é que nos deixemos conduzir pelo Espírito, e O anunciemos aos homens e mulheres de hoje, com o testemunho, o diálogo e a doação da vida se for preciso. Somos enviados a anunciar a misericórdia de Deus, que ressuscitou Jesus entre os mortos, e isso fazemos servindo a todos”, completou.

Dom Sérgio também recordou a memória dos missionários e missionárias que, movidos unicamente pela fé, doaram a sua vida pela missão da Igreja na Amazônia. “Anunciaram o Evangelho. Os missionários também levaram educação, saúde, organização política, cidadania”, lembrou. O arcebispo recordou que esta ação só foi possível porque estes homens e mulheres se deixaram conduzir pelo Espírito Santo, especialmente “numa região em que o sopro do Espírito pode ser sentido quase que fisicamente, na exuberância da Criação”.

Durante a reflexão, o arcebispo de Manaus explicou que a resistência à ação do Espírito leva à destruição, exclusão e morte, tão presentes na região Amazônica na degradação do meio ambiente e no tráfico humano. “Por isso, somos chamados a viver segundo o Espírito e deixar-nos conduzir por ele. Como nos recordou o papa Francisco, a Amazônia é um banco de provas para a Igreja e a humanidade. E devemos nos orgulhar de nossos mártires, de nossas comunidades, de nossos agentes de pastoral, que ao longo dos rios, igarapés, nas grandes cidades amazônicas, dão testemunho de Jesus”, ressaltou.

Ao final da reflexão, dom Sérgio agradeceu a solidariedade da Igreja no Brasil à missão Amazônia, e fez um convite. “Que rejeitemos tudo o que se opõe à nossa vocação e leva à morte. Que abracemos a tudo o que honre ao nome que recebemos: cristãos”, concluiu.