A ESPECIAL ALEGRIA FRANCISCANA

10301463_637839119642049_9155655058071334908_n

Cremos que ainda se possa falar em alegria franciscana, pois esta, não é outra alegria diferente da alegria cristã. O contágio do carisma de Francisco, dotado de um temperamento festivo, alegre e otimista, deu marca a alegria humana e cristã. Além disso, ele a incluiu como projeto na sua primeira regra. “Cuidem-se os frades para não se mostrarem tristes e com rosto fechado como os hipócritas, mas sim, felizes no Senhor, jubilosos e muito alegres”(Rnb 7).

 A alegria franciscana, inaugurada por Francisco, era recomendada como um exercício, uma virtude a ser cultivada nas relações fraternas. Para isso Ele não tinha receio de prescrever para que a alegria fosse o clima permanente e dominante nos encontros da fraternidade. Alegria se cultiva em ambiente de leveza e experiência celebrativa.

Um celebre comentarista do movimento franciscano registra que a alegria dominava de tal modo a vida dos frades, que no momento em que um olhava para o outro não podiam fazê-lo sem rir. O livro que mais revela a originalidade do modo de viver a alegria franciscana chama-se “Fioretti”, em português, as florzinhas. É reconhecido como a obra sem amarguras que retrata a pessoa feliz por ser o que é, por ter irmãos assim como são e por um Deus alegre para crer.

Abrindo as páginas desta literatura, à primeira vista pode-se ter a impressão de uma coleção de ingenuidades ridículas. Porém, nos Fioretti está o canto ao humanismo mais otimista e sem amarguras. No rosto franciscano não cabem os traços do mau humor. Aliás, quando Francisco viu um frade acabrunhado ou triste o mandava, ou ao médico, ou ao confessor. Se o coração é da pessoa, o rosto é da fraternidade.

Para o cultivo da alegria franciscana recomendava-se o canto e a música como veículos de entusiasmo e alegria. Este cultivo do canto e da música são elementos de favorabilidade à oração, à animação fraterna e também na pregação do Evangelho. A beleza da arte abre as portas para a simpatia da fé e a verdade alegre do Evangelho.

A vivência cotidiana da alegria franciscana também devia configurar, nos seguidores de Francisco, uma religião alegre com rosto celebrativo e festivo. Aqui, a alegria Pascal, o riso e o sorriso profundamente humanos brotam de uma experiência singular que vem da esperança. Esta sabe ver no “aqui da vida” a luz do mais além. É o ser humano portador da natural finitude que encontra a infinitude sobrenatural.

Esta alegria que brota da esperança, não é ingênua, mas resulta de uma permanente luta que acredita no final feliz de todas as iniciativas que promovem a dignidade da vida. A Parábola da “perfeita alegria”, narrada por Francisco, comprova o quanto de grandeza e profundidade deve compor uma vida de autêntica fé, o quanto de força se faz necessário para poder carregar a cruz que garante a Ressurreição.

Favoráveis a alegria franciscana, sentimos quanto de humildade, simplicidade e pobreza precisamos, para que nosso coração se alegre e ninguém possa tirar de nós a verdadeira alegria. (João 16, 20-23).

http://www.paroquiasantoantoniodopartenon.org/index.php/paroquia/mensagem-do-paroco/437-a-especial-alegria-franciscana

Foto Ir. Leidiana Luciano – facebook