Grande multidão participa da catequese na Praça São Pedro sobre os dons do Espírito Santo

Cidade do Vaticano, 30 de Abril de 2014 (Zenit.orgRocio Lancho García

 O tempo de primavera adornou uma Praça de São Pedro repleta de peregrinos que, às 9h45 desta manhã, no horário de Roma, receberam com entusiasmo o papamóvel com Francisco a bordo.

Durante os 20 minutos em que percorreu a praça, o papa saudou os fiéis que gritavam e o aplaudiam. Muitas bandeiras da Polônia ainda denunciavam, entre a multidão, os peregrinos que foram a Roma para a canonização do compatriota São João Paulo II. A eles, no fim da catequese, Francisco disse, em polonês, que “o testemunho da fé” de João Paulo II, bem como “de esperança, caridade e confiança na Divina Misericórdia, permanece particularmente vivo em nós durante estes dias. Que a intercessão dele sustente a vida e as boas intenções de cada um de vocês, as preocupações e as alegrias dos seus entes queridos, o desenvolvimento e o futuro sereno da Igreja na Polônia e o de toda a sua Pátria”. Como já é habitual, as crianças são as absolutas protagonistas do percurso de Francisco a bordo do papamóvel. Os pequenos são levados até o papa e recebem uma bênção especial. Quanto ao tema do dia, o Santo Padre continuou hoje a série de catequeses sobre os dons do Espírito Santo. Desta vez, ele abordou o dom da inteligência e, no resumo, declarou: “Queridos irmãos e irmãs, nesta catequese falei do dom do entendimento (intelecto). Não se trata de uma qualidade intelectual natural, mas de uma graça que o Espírito Santo infunde em nós e que nos torna capazes de perscrutar o pensamento de Deus e o seu plano de salvação. São Paulo nos diz que, por meio do Espírito Santo, Deus nos revela o que preparou para quem o ama. O que significa isto? Não é que se tenha conhecimento pleno de Deus, mas que o Espírito vai nos introduzindo na sua intimidade, nos tornando partícipes do desígnio de amor com que Ele tece a nossa história. Em perfeita união com a virtude da fé, o entendimento nos permite compreender cada vez mais as palavras e ações do Senhor e perceber todas as coisas como um dom do seu amor para a nossa salvação. Como fez Jesus aos discípulos de Emaús, o Espírito Santo, com este dom, abre os nossos olhos, incapazes, por si sós, de reconhecê-lo, dando, deste modo, uma nova luz de esperança para a nossa existência”. Francisco saudou os peregrinos latino-americanos dizendo: “Convido todos vocês a deixarem que o Espírito Santo rasgue o véu de escuridão que cega a nossa mente e o nosso coração, para fazer de nós verdadeiros crentes, capazes de apreciar tudo o que nosso Senhor nos revela em sua Palavra e de nos alegrar com o seu desígnio de amor em nossa vida. Que Jesus abençoe vocês e Nossa Senhora cuide de cada um. Muito obrigado”. Como sempre, o Santo Padre voltou seu pensamento especial, depois das saudações em vários idiomas, “aos jovens, enfermos e recém-casados”. O pontífice recordou a festa litúrgica de ontem, de Santa Catarina de Sena, padroeira da Itália e da Europa, e pediu: “Queridos jovens, aprendam [do exemplo dela] a viver com a consciência reta de quem não cede aos compromissos humanos”. Aos doentes, pediu que se “inspirem no exemplo dela de fortaleza nas horas de maior sofrimento”. Aos recém-casados, Francisco exortou a imitar “a força da fé de quem se confia a Deus”.
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