Papa recordou 20º aniversário do início do genocídio em Ruanda e pediu superação das divisões étnicas

O Papa Francisco recordou hoje no Vaticano o vigésimo aniversário do início do “terrível genocídio” em Ruanda, perante os bispos católicos deste país africano, e disse que ficaram “feridas que estão ainda longe de ficar cicatrizadas”.

“Associo-me de todo o coração ao luto nacional”, declarou, antes de prometer a sua oração “pelos próprios bispos, pelas comunidades tão dilaceradas e por todas as vítimas e as suas famílias, por todo o povo ruandês, sem distinção de religião, de etnia ou de opção política”.

Segundo o Papa, duas décadas depois destes “trágicos eventos”, que provocaram cerca de meio milhão de mortes no confronto entre extremistas hutus e tutsis, “a reconciliação e a cura de feridas continuam a ser, por certo, a prioridade da Igreja no país”.

“Para isso, é importante que, superando os preconceitos e as divisões étnicas, a Igreja fale com uma só vez, manifeste a sua unidade e reafirme a sua comunhão com a Igreja universal”, apelou.

Francisco sublinhou que a “verdadeira reconciliação”, depois de tanto sofrimento, é um “dom” que vem de Cristo, “graças à fé e à oração”, porque pode parecer impossível de um ponto de vista humano.

“Portanto, a Igreja tem um lugar na reconstrução da sociedade ruandesa reconciliada, com toda a força da sua fé e da esperança cristã”, acrescentou.

O discurso, entregue aos bispos, aludiu à necessidade de um diálogo “construtivo e genuíno” com as autoridades para fomentar o “trabalho comum de reconciliação e reconstrução da sociedade, baseado nos valores da dignidade humana, da justiça e da paz”.

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt

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