Líderes de Cáritas se unem na luta contra a fome a e pobreza

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Representantes nacionais de Cáritas de todo o mundo estão reunidos nesta semana em Roma, capital da Itália, para discutir sobre as diferentes formas de superação da fome e a pobreza no mundo. Durante o encontro estão sendo elaboradas estratégias em torno dacampanha mundial “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”.

Os participantes discutem sobre os diversos desafios que enfrenta o mundo para reduzir a fome, entre eles, estão temas como direito a sementes puras para a agricultura, casos de suicídios de agricultores endividados, a maneira como os alimentos são usados para corrupção de votos, os programas de alimentação escolar para crianças desnutridas, entre outros. Maria Cristina dos Anjos, Diretora Executiva Nacional da Cáritas Brasileira, representa o Brasil no encontro.

O Diretor Nacional da Cáritas Malawi, na África Oriental, (CADECOM) disse que “todos os anos, as pessoas sofrem com a fome em seu país que produz uma grande quantidade de alimentos. Mas em nível individual, algumas pessoas não têm o que comer. Há sofrimento em uma terra em abundância”.

Os participantes da reunião aprenderam mais sobre as Diretrizes Voluntárias da Organização para a Agricultura e Alimentação das Nações Unidas que apóia o direito a alimentação. Tbém discutem leis de alguns países que orientam políticas da alimentação, com os programas da Índia que prevê alimentação gratuita para crianças e o efeito da distribuição de alimentos nas economias agrícolas.

logo_verticalHoje (02), quarta-feira, o informe de Cáritas “O que significam as mudanças climáticas para a alimentação do planeta”, foi destaque no evento que conta com participantes da Embaixada da Santa Sé, bem como representantes de organizações não governamentais. “O clima tem um forte impacto na segurança alimentar e afeta as necessidades fundamentais das pessoas”, disse Michel Roy, Secretário Geral da Caritas Internationalis. Roy destacou ainda que o apoio a agricultura familiar de pequena escala, assim como o apoio para a adaptação das comunidades tendo em vista as mudanças climáticas é crucial.

“As mudanças climáticas é um risco para nós. Somos ilhas baixas e algumas já estão indo para debaixo da água”, comentou Amelia Maafu, da Cáritas Tonga, na Oceania

No encontro “Alimento para todos” estão sendo compartilhadas as melhores práticas para a redução da fome, assim como a sensibilização das questões jurídicas e morais que afetam o direito a alimentação em todo o mundo. “Não podemos descansar enquanto um de nossos irmãos ou irmãs sofre com a falta de comida”, salientou Martina Liebsch, Diretora de Incidência Política da Caritas Internationalis.

“No mundo se reduziu a fome significamente nos últimos 20 anos, mas milhões de pessoas ainda vão dormir com fome. Temos que fazer mais para alimentar os mais empobrecidos”.

por Thays Puzzi, assessora de Comunicação da Cáritas Brasileira | Secretariado Nacional, com informações da Caritas Internationalis

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