O ministério diaconal na vida e missão da Igreja

 

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O ministério diaconal na vida e missão da Igreja

 

“Sejam misericordiosos, prestativos e fiéis à verdade do Senhor, que se fez servidor de todos” (São Policarpo).

 

            O exercício do ministério diaconal, tão importante para a vida e missão da Igreja, aparece com particular destaque desde a era apostólica. Encontramos o evento inaugural deste ministério em Atos dos Apóstolos 6, 1-6 em que narra a instituição de sete homens “repletos de espírito e sabedoria”, encarregados das tarefas sócio-caritativas. Daí se nota que o nome diácono vem de diaconia que significa serviço, que por sua vez é o fundamento da comunidade cristã.

O magistério da Igreja, de modo particular na Lumen Gentium n° 29, nos ensina que a natureza deste ministério se configura na tríplice missão que é o serviço ao povo de Deus na diaconia da liturgia, da palavra e da caridade. Dentro do rito de ordenação, a validade do ato está na imposição das mãos feita pelo bispo e a oração consecratória em que ele diz: “Enviai sobre eles, Senhor, nós vos pedimos, o Espírito Santo, que os fortaleça com os sete dons da vossa graça, a fim de exercerem com fidelidade o seu ministério”.[1] A fidelidade ao ministério se dá primeiramente na fidelidade ao Cristo. Nas palavras de santo Inácio de Antioquia, o múnus que o diácono exerce é o próprio ministério de Cristo. Por isso que são Policarpo adverte na frase acima citada que tenhamos em nós o dom da misericórdia e da disponibilidade imitando Àquele que se fez servidor de todos.

Diante desta motivação de cunho teológico percebemos a grandeza deste sacramento e temos a clara convicção daquilo que Deus nos confiou. É de uma beleza toda particular chegarmos ao final de uma etapa formativa e refletir tudo aquilo que recebemos ao longo desta caminhada vocacional. Preparando-nos para a recepção do Sacramento da Ordem, o nosso coração e a nossa mente estão totalmente voltados para o Primeiro Amor. Há mais de dez anos deixamos a casa paterna para dizer um Sim a Deus, consagrando as nossas vidas em prol da humanidade. Tivemos outras oportunidades, outros caminhos para seguir, más o chamado de Deus à vocação rumo ao sacerdócio ocupou o primeiro lugar nas nossas decisões. Deus nos oferece vários caminhos e conhece cada um de nós. A nós jovens que iremos assumir esta tão nobre missão, fortalecidos com o dom do Espírito Santo, seremos verdadeiros discípulos daquele que não veio para ser servido, mas para servir.

Cl. Geovani do Santos Pereira 


[1] PONTIFICAL ROMANO. São Paulo: Paulus, 2000, p. 158.

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