Desafios pastorais de 2014

DOM CANÍSIO KLAUS
BISPO DE SANTA CRUZ DO SUL (RS)

Nos dias 25 e 26 de fevereiro, padres, religiosos(as) e lideranças leigas das paróquias vão estar reunidos como Conselho Diocesano de Evangelização, na Casa de Retiros Loyola de Santa Cruz do Sul, para o lançamento do Ano Pastoral. Vai ser um momento especial para projetarmos o trabalho pastoral frente ao desafio de evangelização que nos é colocado e que sistematizamos no Plano Diocesano de Pastoral aprovado em junho de 2013. O ano de 2014 será decisivo para dar os encaminhamentos das prioridades apontadas e indicar a postura frente ao eixo da revitalização da comunidade, “para que todos tenham vida” (Jo 10,10).

Ao longo do ano, deveremos permanecer alertas para as novidades que nos virão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil em seu documento “Comunidade de Comunidades: uma nova Paróquia”. Também deveremos permanecer atentos aos indicativos do Sínodo Extraordinário dos Bispos sobre a família, que vai acontecer no mês de outubro, em Roma. Além disso, 2014 é ano de Eleições e ano de Copa do Mundo. Mais do que as agendas que deverão ser adaptadas, sabemos que são dois temas que costumam acirrar os ânimos das pessoas e provocar divisões nas comunidades. Precisaremos usar de muita perspicácia para não deixar de anunciar a verdade do Evangelho e também não ferir as sensibilidades das pessoas. Para isso poderemos contar com os indicativos do Evangelho de São Mateus, que é o Evangelho que a Igreja está usando prioritariamente nas celebrações dos finais de semana, e que tem como diretriz motivadora a justiça do Reino de Deus.

A grande linha do trabalho pastoral da Igreja Católica ao longo do ano costuma ser dada pela Campanha da Fraternidade. É uma campanha que acontece no tempo da quaresma e que repercute em todas as ações ao longo do ano. O tema de 2014 – Fraternidade e Tráfico Humano – é pouco conhecido em nossas comunidades. Justamente por isso, penso ser mais difícil motivar os grupos e as comunidades a se debruçarem sobre a problemática e desenvolver ações que ajudem a erradicar o mal do tráfico de nosso país. Mesmo assim, espero que a Campanha da Fraternidade venha ajudar as pessoas e comunidades a abrir os olhos e organizar ações que inibam o avanço do tráfico, alertando para a esperteza usada pelos traficantes no aliciamento de pessoas. Pode até ser que a Campanha nos ajude a identificar pessoas que são vítimas do tráfico humano e vivem em nosso meio.

Peço ao povo e às comunidades a que entrem em sintonia com os integrantes do Conselho Diocesano de Evangelização que vai fazer o Lançamento do Ano Pastoral na próxima semana, em Santa Cruz do Sul. Vamos rezar para que o Espírito Santo inspire os participantes, os assessores e a coordenação de pastoral para que os encaminhamentos a serem feitos resultem em abundantes frutos para o anúncio do Reino de Deus.

 

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