Angola: Arcebispo pede maior atenção no tratamento da pessoa doente

Escrito por Ervino Martinuz

Huambo, 11 fev (SIR) – A necessidade dos profissionais de saúde serem mais responsáveis, unidos e solidários durante o exercício da profissão, visando o tratamento e acompanhamento da pessoa doente, com maior atenção, carinho e amor, foi o que pediu, hoje, terça-feira, pelo arcebispo emérito do Huambo, dom Francisco Viti. O prelado católico, que falava durante a homilia realizada no pátio do Hospital Geral, em comemoração ao Dia Mundial do Doente, afirmou que o setor da saúde representa a fraternidade do serviço da vida, por esta razão a pessoa doente deve e deverá ser sempre atendida com amor e paz. Neste sentido, dom Francisco Viti chamou a atenção dos profissionais de saúde no sentido de serem mais responsáveis, amorosos e atenciosos para com os enfermos, tendo em conta o momento de dor que estes padecem. Afirmou que do empenho, honestidade e da fidelidade do profissional de saúde depende, essencialmente, a recuperação de qualquer doente e a diminuição das mortes no Huambo, em Angola e no mundo, em geral. O arcebispo emérito da Igreja católica na província do Huambo destacou também, na sua homilia, que o ser humano, desde o ventre de sua mãe, constituiu a primeira prioridade do coração de Deus, sendo ele a riqueza mais valiosa da terra, razão pela qual o cuidado dos cidadãos enfermos deve estar no centro da atenção de toda a sociedade, para que nenhum deles se sinta esquecido ou marginalizado. Sobre a data, disse tratar-se de uma efeméride de oração por todos aqueles que se encontram incomodados em várias unidades hospitalares, exortando-os também a pedirem a Deus para a recuperação da sua saúde. O Dia Mundial do Doente foi instituído a 11 de Fevereiro de 1992, pelo Papa João Paulo II, e é, anualmente, celebrado para despertar nas consciências a promoção de um melhor serviço e atenção à pessoa doente. A data, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes/França, é celebrada pela Igreja Católica e, segundo João Paulo II, a pessoa doente, além de cuidados terapêuticos, deve receber também cuidados humanos que rompem a solidão e oferecem ao enfermo a força interior a viver uma situação de grande dificuldade.

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