Três de fevereiro: Dia São Brás, bispo e mártir

São Brás é o intercessor contra as doenças na garganta, porque, segundo as Atas do seu martírio, a caminho da execução, ele salvou a vida de um menino que estava próximo de morrer, pois estava engasgado com uma espinha de peixe
Assim diz a introdução do Ritual de Bênçãos: “Fonte e origem de toda bênção é Deus, bendito acima de tudo, o Deus de bondade, que faz todas as coisas para cobrir de bênçãos as suas criaturas, e que sempre as abençoou, mesmo depois da queda do homem, em sinal de misericórdia. Quando, porém, chegou a plenitude dos tempos, o Pai enviou seu Filho e, por meio Dele, que se fez homem, de novo abençoou os homens com toda sorte de bênçãos espirituais. E assim a maldição antiga transmudou-se em bênção para nós quando ‘nasceu o sol da justiça’, Cristo nosso Deus, que expiando a maldição trouxe-nos a bênção” (nn. 1 – 2).
Correspondendo ao mandato do Mestre, a Igreja participa da missão de espalhar os “favores divinos”, pois “Nele a Igreja realiza como sacramento universal da salvação, a obra de santificação dos homens”. Por consequência disso, é um costume muito antigo da mesma invocar a intercessão dos santos e dos mártires contra as adversidades do cotidiano tais como: as doenças, mal tempo, seca, colheita, objetos perdidos, etc.
Lembra-nos a liturgia que os santos e os mártires “na presença de Deus intercedem por nós sem cessar”, nesse sentido, o calendário litúrgico contempla a cada dia a memória dos santos e no dia 1º de novembro a Igreja propõe a festa de todos os santos, para celebrar também aqueles cujo nome e história não conhecemos.
Reconhecendo a importância da figura desses homens e dessas mulheres que radicalmente testemunharam a sua fé, e muitos deles com a doação da sua própria vida, a tradição da Igreja aprovou a prática dos santos protetores das cidades, dos estados, dos países, dos profissionais e das mais diversas causas.
Um exemplo é o dia 03 de fevereiro, dia em que a Igreja faz memória de São Brás e nesse ato celebrativo a Igreja Católica dá aos fiéis a Bênção de São Brás para a saúde da garganta. Este costume litúrgico tem a sua base já no primeiro século quando a Igreja celebrava a Missa sobre o túmulo dos mártires pedindo-lhes sua intercessão diante de Deus.
São Brás é o intercessor contra as doenças na garganta, porque, segundo as Atas do seu martírio, a caminho da execução, ele salvou a vida de um menino que estava próximo de morrer, pois estava engasgado com uma espinha de peixe.
“A mãe apresentou o menino ao Santo Bispo, que levantou os olhos ao céu, suplicou ao Senhor, e logo a seguir o menino expeliu a espinha e teve a saúde restabelecida”.Por esse motivo, inúmeros fieis buscam nesse dia receber tal bênção que é simples e curta; o sacerdote ou diácono colocam duas velas bentas e cruzadas na garganta de cada fiel e pede a Deus: “pela intercessão de São Brás, bispo e mártir, livre-te Deus dos males da garganta e de qualquer outra doença. Em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo. Amém”.
Essa bênção é um sacramental, isto é, depende da fé e devoção da pessoa que a recebe, logo é preciso acreditar para receber o efeito da graça.
É importante saber que o fato de receber esse favor, não nos isenta de tomar todos os cuidados para uma boa saúde da garganta evitando o cigarro, as bebidas alcoólicas, má impostação da voz e outros abusos.
Qualquer anormalidade procure um profissional para maiores esclarecimentos, saiba que também é Deus agindo por meio dessas pessoas.
Padre Alécio Carini – Paróquia Santo Cura D’Ars – Paiçandu
Arquidiocese de Maringá-PR
Publicado na Revista Maringá Missão – Janeiro de 2014

 

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