Vaticano: Papa encontrou-se com jovens refugiados

Roma, 19 jan 2014 (Ecclesia) – O Papa Francisco encontrou-se hoje com uma centena de jovens refugiados na basílica romana do Coração de Jesus, para assinalar a celebração do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, e convidou à “confiança” em Deus.

A iniciativa inseriu-se no programa de uma visita de cerca de quatro horas na qual o Papa falou ainda com os paroquianos, jovens e cerca de 60 pessoas sem-abrigo.

Os refugiados, que nalguns casos chegaram através da ilha italiana de Lampedusa, eram oriundos de países como Somália, Eritreia, Gâmbia, Camarões, Afeganistão, Iraque, Irão, Congo, Costa do Marfim, Egito, Síria, Sudão, Paquistão, Turquia e Gana.

O Papa foi saudado pelos paroquianos no adro, antes se encontrar com sem-abrigo, cerca de cem jovens refugiados e uma delegação de voluntários.

Francisco cumprimentou crianças recém-batizadas com os seus pais, os noivos e recém-casados e jovens famílias, confessando cinco pessoas antes da missa na basílica, uma construção ligada à ação de São João Bosco, fundador dos Salesianos.

Na homilia da Eucaristia, com a participação de centenas de pessoas, o Papa apresentou Jesus como o “cordeiro” de Deus que teve a força de transportar em si todos os pecados da humanidade.

“Jesus perdoa tudo, erradica o pecado”, declarou, frisando que “a confiança no Senhor é a chave do sucesso na vida”.

“Ouvi bem, vós jovens, que começais agora a vida: Jesus nunca desilude. Nunca”, acrescentou.

Esta foi a quarta paróquia de Roma visitada por Francisco, que esteve a 26 de maio de 2013 na igreja dos santos Isabel e Zacarias; a 1 de dezembro do ano passado na paróquia de São Cirilo de Alexandria e no último dia 6 na igreja de Santo Afonso Maria de Ligório, em visita privada ao presépio vivo.

Tratou-se da primeira paróquia situada no centro da capital italiana, apresentada pelo Vaticano como uma “periferia existencial”, na qual o Papa apelou à partilha para responder a necessidades materiais e espirituais, também entre pessoas de religiões diferentes, porque “Deus é um só e sempre o mesmo”.

A comunidade paroquial cantou um cântico em espanhol, durante a missa, e na igreja estava uma imagem de Nossa Senhora de Lujan, padroeira da Argentina, terra natal do Papa.

“Sinto-me em casa entre vós, obrigado. Uma pessoa pode ir fazer uma visita, encontrar muita educação, todo o protocolo, mas não haver calor; entre vós encontrei o calor do acolhimento, como numa família”, disse Francisco.

OC