Questões provocam reflexão sobre a vocação profética das CEBs

Por Cecília de Paiva *
09 / Jan / 2014 11:36

Delegações vindas de todos os cantos do Brasil e representantes de alguns países estão reunidos no 13º Intereclesial de CEBS, de 7 a 11 de janeiro de 2014, em Juazeiro do Norte, diocese de Crato que completa este ano, o seu centenário.

A programação é intensa e leva romeiros e romeiras a lugares e cidades diferentes, conduzidos por uma metodologia que permite encontros de multidões, participação ativa em pequenas comunidades e também fazer trabalhos de grupos, como aconteceu na tarde de quarta-feira, dia 8, em que os delegados se reuniram em sete grandes grupos (ranchos) partindo do ambiente central do evento, chamado de Caldeirão, para algumas escolas. Lá, nos denominados ranchos e chapéus, puderam discutir desdobramentos do tema “Justiça e Profecia a Serviço da Vida”, e lema “CEBs Romeiras do Reino no Campo e da Cidade”.

Perguntas motivaram as discussões em grupos menores, sendo possível conhecer e compreender um pouco das lutas, gritos e a existência de “sinais de justiça e profecia a serviço da vida”, tal como assinala uma das questões propostas. Um dos ranchos, intitulado “CEBs e Vocação Profética”, tive como Patrono o padre Ibiapina e esteve sob assessoria dos teólogos Mercedes Budallés e Marcelo Barros, com este trazendo provocações e posicionamentos críticos sobre o sistema financeiro e político, vivenciados pelo Brasil, com recortes de outros países latino-americanos.

Entre os delegados estava o padre Marcos Alcântara, da diocese de Ilhéus, Bahia, que disse perceber “certo esfriamento na vida e na ação das CEBs, tanto no Brasil como na América Latina, pois há uma supervalorização dos movimentos pentecostais católicos em detrimento das pastorais sociais, das CEBs e da própria doutrina social da Igreja”, analisa. Outro fator observado pelo padre está na falta do diálogo interreligioso, analisando o próprio Intereclesial como um encontro de católicos, porque se fosse mais ecumênico, fortaleceria as lutas e os gritos por justiça. Diz ainda que a retomada está na esperança de que o papa Francisco reanime a persistência da luta por um mundo com mais justiça social, tal como prega as CEBs, as anunciadoras da “Boa Nova do Reino de Jesus Cristo numa perspectiva sempre libertadora”, opina padre Marcos.

Comunicação 13º Intereclesial.
http://www.pom.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2656:questoes-provocam-reflexao-sobre-a-vocacao-profetica-das-cebs&catid=16:nacionais&Itemid=75

Foto de Pontifícias Obras Missionárias.
Foto de Pontifícias Obras Missionárias.
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