Curso de missiologi​a ressalta o valor do respeito à diversidad​e cultural e religiosa

15/05/2012

Com o objetivo de capacitar agentes de pastoral para a ação e a animação missionária em suas comunidades, dioceses e projetos além-fronteiras, além de motivar os participantes à causa missionária, através de uma adequada fundamentação bíblica, histórica e teológica, acontece no Centro Cultural Missionário (CCM) em Brasília desde o dia 6 e segue até quinta-feira, 17, o 2º Módulo do Curso de Extensão em Missiologia e Animação Pastoral, para leigos, religiosos, diáconos e presbíteros engajados na animação missionária.
O curso, realizado pelo CCM, em parceria com o Instituto de Filosofia Berthier (Ifibe) de Passo Fundo (RS), reúne quase 30 pessoas de várias regiões do Brasil. O tema deste módulo é “A comunidade em missão”. O professor, mestre em história social, Sérgio Coutinho, abordou o tema “A missão ao longo dos séculos”. Ele falou sobre a história e a visão de missão que a Igreja tem aprendido nesses dois séculos de caminhada, com um resgate dos três modelos missionários que aconteceram no fim do século passado, ainda bastante presentes no Documento de Aparecida (DAp).

O professor Joachim Andrade, mestre em Ciências da Religião e Antropologia Social, abordou o tema “A missão da Igreja e as outras religiões”. Ele realçou a importância de se conhecer a casa do outro mostrando como são as grandes religiões do mundo. Enfatizou que é fundamental haver um diálogo inter-religioso na convivência e enculturação. “Missionário é aquele que vai e, para realizar seu trabalho, precisa adentrar em outras culturas respeitando a manifestação de Deus já presente nessa cultura”, disse ele.
O membro da equipe de trabalho do Conselho Missionário Diocesano (Comidi) da arquidiocese de Curitiba (PR), João de Lima, que participa do curso, concorda com o professor Joachim e aponta a enculturação como um caminho indispensável para o trabalho missionário. “É importante a fala do professor Joachim sobre adentrar culturas, porque ao sair de seu lugar e ir para outros espaços, você precisa saber quem é esse Deus que está presente na cultura, como esse povo se relaciona com Ele. Pode ser estranho para nós, mas para esse povo, esse Deus já se manifestou e tem um significado e importância. Eu não posso fazer um julgamento que esse Deus seja menor”, comentou.

O missionário passsionista, padre João Carlos Pereira, mestre em Ciências da Religião e doutor em Sociologia, foi o responsável pelo tema “A missão de formar novas comunidades”. Ele confrontou a temática desenvolvida pelo padre Joachim, sobre as várias tradições religiosas presentes no mundo, dentre elas o Cristianismo, e como se deve trabalhar a mensagem de Jesus na diversidade religiosa e cultural. Esse foi um ponto desse segundo módulo que marcou profundamente, segundo ele.
“Nós trabalhamos a dimensão missionária das paróquias passando subsídios que possam ajudar os missionários a colocar em prática, nas bases a dimensão missionária tendo como base os três principais documentos da Igreja: DAp, Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), e também o subsídio da Missão Continental. A partir deles estamos estudando a formação de novas comunidades, reestruturação de comunidades antigas nos modelos, nos moldes que nos pedem os documentos da Igreja. Esse foi o propósito desse nosso último módulo: fazer com que as comunidades paroquiais se tornem redes de comunidades que de fato sejam missionárias”. O missionário também falou dos desafios de tornar as comunidades eclesiais mais próximas das pessoas. “O grande obstáculo é que nós ainda temos arraigado um modelo tradicional de Igreja que é centralizador, que concentra a força na mão do padre e suas atividades na Igreja matriz e isso distancia as pessoas. Nós ainda temos muito desse modelo presente na Igreja no Brasil”. E apontou o caminho para fazer mudar esse modelo histórico. “Deve haver um forte empenho dos bispos, dos padres e dos missionários para que aja renovação das paróquias, distribuindo-as em comunidades menores. O ideal é ter métodos teóricos, da formação (ver, julgar e agir) e os métodos espirituais, que é o que nos faz diferente do primeiro e segundo setor da sociedade”.

De acordo com o padre Aluísio da Silva Ramos, da diocese de Nazaré (PE), “a missão de formar novas comunidades passa por caminhos que podem ser trilhados na nova busca que a Igreja está tentando empreitar para o anúncio do Evangelho, respeitando as outras culturas, as outras diversidades religiosas e formando comunidades abertas para a novidade que é Cristo, para nós e para o mundo”. Para ele, o foco na abertura para o mundo e sua diversidade cultural e religiosa é um ponto chave da formação no CCM. “O curso tem despertado em mim o sentimento de ser aberto para a novidade que vem das outras tradições religiosas, do próprio Cristianismo e das outras culturas, sem olhar para essas realidades como ameaçadora, mas como enriquecedora do único projeto de Deus que é vida para todos”.

A irmã Roberta Martins Arias, da Comunidade Missionária Providência Santíssima, que mora em São Paulo (SP), avalia positivamente o curso e diz que vai levar para a prática o que aprendeu aqui ao longo desses onze dias de formação. “Para mim é uma experiência importante para eu levar para as bases e fazer crescer cada vez mais todo o trabalho que temos de comunidade, de missão junto ao povo, às comunidades e paróquias. Como membro de uma comunidade de vida que preza pela missão, trabalha com a missão, é importante conhecer as diversas realidades, maneiras de ser Igreja, de poder fazer com que a Missão aconteça. Portanto, todo o trabalho dos assessores, do CCM, é válido e deve ser mais divulgado e se tornar mais conhecido para se expandir cada vez mais para nossa Igreja”, concluiu.

Assessoria de Imprensa Pontifícias Obras Missionárias
Fúlvio Costa


Moçambique: Religiosos católicos pedem fim da violência

14/05/2012

Assassinato de sacerdote levou a tomada de posição pública

A Conferência de Institutos Religiosos de Moçambique escreveu uma carta aberta na qual manifesta publicamente a sua “indignação e protesto” perante os ataques de que os seus membros têm sido vítimas no país lusófono.

Leia também: Morte e funeral do padre Valentim Eduardo Camale, imc

No documento divulgado pelo Vaticano, os membros das congregações e ordens católicas pedem mais segurança, lembrando o recente assassinato do padre Valentim Eduardo Camale, missionário da Consolata, morto no dia 3 deste mês durante um assalto à residência dos religiosos, nos arredores de Maputo.

O documento refere que é hora de dizer ‘basta’ e considera que o pedido é subscrito pela “maior parte da população moçambicana, que procura viver honestamente e sofre com o mesmo problema da insegurança, nas ruas e em casa”.

Os religiosos e religiosas da Igreja Católica alargam a sua preocupação a outras formas de violência, como o tráfico de órgãos humanos e de pessoas, a exploração sexual, os sequestros e agressões.

“Não podemos imaginar o desenvolvimento de um país que prescinda do fator chave” que é “a segurança pública”, refere a missiva.

As autoridades moçambicanas são chamadas a cumprirem o seu “dever constitucional de garantir a segurança do povo, não só com medidas paliativas depois de terem acontecido os factos, mas através de investigações e de medidas preventivas”.

Perante o atual clima de violência, a conferência dos religiosos pede ainda que as forças de segurança tenham mais preparação e melhores salários.

A carta aberta conclui com os votos de que a morte do padre Valentim, de 48 anos, possa “estimular a busca de soluções novas para problemas velhos, para construir um país mais justo e melhor, no qual reine a fraternidade e a verdadeira paz”.

Fonte: www.agencia.ecclesia.pt


Pe. José Alem apresenta: As Conferencias Gerais do Episcopado Latino Americano

14/05/2012

Acontece em Londrina o Encontro de estudos das Conferencias Gerais do Episcopado Latino Americano (CELAM),  no Centro de Espiritualidade Monte Carmelo, para o Clero, os Diáconos e as Religiosas da diocese de Ourinhos. Assessor do encontro o Pe. José ALEM de Campinas.  O estudo 2012 é um preparo para que nossa diocese possa celebrar a partir de outubro próximo o Jubileo de ouro do Concilio Vaticano II. O lema escolhido pelo Pe. Alem é: Crescer na graça e no conhecimento de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” 2 Pe. 3,18

 

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 Frei Lourenço Papin. OP – CELAM: do Rio a Aparecida

CELAM é uma sigla que significa: Conferência Geral do Episcopado Latino-americano. O que é uma Conferência? É uma assembléia de bispos representantes de todos os países da América Latina e da Região do Caribe para estudar e refletir, à luz da fé, as questões religiosas e sociais que nos são comuns; para discernir, em oração, qual é o plano de Deus; para buscar a ajuda mútua com orientações comuns e apoios solidários.
I CELAM: foi celebrado no Rio de Janeiro, de 25 de julho a 04 de agosto de 1955, logo após um Congresso Eucarístico Internacional. Convocado pelo papa Pio XII, teve como objetivo o estudo concreto, com soluções práticas, dos aspectos mais fundamentais e urgentes da problemática religiosa da América Latina, sob o prisma da atuação apostólica dos católicos.
II CELAM: realizou-se na cidade de Medellín, na Colômbia, de 24 de agosto a 6 de setembro de 1968, após o Congresso Eucarístico Internacional em Bogotá. Essa Conferência foi convocada e aberta pessoalmente pelo papa Paulo VI. Aconteceu, então, a primeira visita de um papa à América Latina. Seu objetivo primordial foi aplicar à realidade latino-americana os ensinamentos do Concílio Ecumênico Vaticano II e da encíclica “Populorum Progressio” de Paulo VI. O tema de estudos foi: “A Igreja na atual transformação da América Latina à luz do Concílio”.
Essa Conferência é considerada a mais inovadora e “revolucionária” de todas, pois sem dúvida é aí que a Teologia da Libertação tem sua origem, inspirando-se na evangélica opção pelos pobres e no fenômeno da erupção dos pobres na história.
III CELAM: aconteceu em Puebla de Los Angeles, no México, de 27 de janeiro a 13 de fevereiro de 1979. Convocado inicialmente por Paulo VI (falecido antes de sua realização) foi logo em seguida confirmado por João Paulo II que esteve presente em sua abertura. Seu tema foi: “Evangelização no presente e no futuro da América Latina”. Essa Conferência teve como horizonte de trabalho a Exortação Apostólica “Evangelii Nuntiandi” de Paulo VI, tomando consciência dos desafios que propõem o discurso e a prática da verdadeira libertação evangélica. O III CELAM é a reafirmação da opção pelos pobres assumida por Medellín.
IV CELAM: realizou-se em Santo Domingo, na República Dominicana, de 12 a 28 de outubro de 1992, convocado e inaugurado por João Paulo II. A convocação colocou em evidência o V Centenário da Evangelização da América, com suas virtudes e suas falhas.
Seu tema: “Nova Evangelização, promoção humana, cultura cristã.” Seu lema: “Jesus Cristo ontem, hoje e sempre.”
V CELAM: pela segunda vez será celebrado no Brasil, na cidade de Aparecida, do dia 13 a 31 de maio de 2007. Esta Conferência abrange também os episcopados da Região do Caribe. São esses os países que integram o CELAM: Brasil, Antígua e Barbados, Antilhas Holandesas, Argentina, Aruba, Bahamas, Barbados, Belize, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Dominica, El Salvador, Equador, Granada, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa, Haiti, Honduras, Ilhas Caimã, Ilhas Turcas e Caicos, Ilhas Virgens, Jamaica, Martinica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Porto Rico, República Dominicana, Santa Lúcia, São Cristóvão e Neves, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela. Foi desejo de Bento XVI que o V CELAM se realizasse no Brasil e em Aparecida.
Depois de dialogar com a presidência do CELAM, o papa sugeriu que o tema fosse: “Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que nele nossos povos tenham vida” e o lema as palavras de Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo14, 6). Virão à tona não somente as questões que internamente afligem a Igreja Católica na América Latina e no Caribe, como também toda a complexa problemática social do continente: as ameaças ecológicas, a violência, a cidadania mutilada, a ausência da ética e da moral, a fome, a saúde, o desemprego, a corrupção, enfim, o desrespeito à vida e à dignidade humana. Vida será certamente uma das palavras chaves desse encontro.
Bento XVI inaugurará essa V Conferência com um discurso de fundamental importância, por todos aguardado com imensa expectativa.
Como pastor de toda Igreja, o papa vem na sua missão de “confirmar na fé” o povo de Deus, reanimando sua esperança.
Eloqüente é o logotipo do V CELAM: contém uma cruz vermelha lembrando o Cristo Redentor, uma faixa verde simbolizando a terra e uma faixa azul simbolizando as águas. Ao lado da cruz um círculo azul celeste como referência a Maria, Maria dos povos americanos e caribenhos, Maria, Mãe Aparecida do povo brasileiro.

http://www2.uol.com.br/debate/1358/cadd/cadernod04.htm


Unidos na oração com Maria, a Mãe…

12/05/2012

A intenção geral do Apostolado da Oração do Santo Padre Bento XVI para o mês de maio: “Para que na sociedade sejam promovidas iniciativas que defendam e reforcem o papel da família“.

Segundo informa a página do Apostolado da Oração o pedido do Papa foi feito porque “celebra-se, no final deste mês e início de Junho, em Milão, Itália, o Encontro Mundial das Famílias. Daqui o apelo do Papa, para o presente mês, a que se promovam iniciativas que fortaleçam a família que, como diremos mais em pormenor, está a ser atacada de diversos modos e se encontra fortemente debilitada”.

Sua intenção missionária é: “Para que Maria, Rainha do mundo e Estrela da Evangelização, acompanhe todos os missionários no anúncio de seu Filho Jesus”.

“A Intenção Missionária deste mês, especialmente consagrado a Nossa Senhora, convida-nos a meditar sobre o papel de Maria na redenção, que foi um papel absolutamente único, já que a Mãe do Redentor tem um lugar bem determinado na História da salvação. Maria tornou-se não só a «Mãe-progenitora do Filho do Homem, mas também a cooperadora generosa, de modo absolutamente singular» (Concílio Vaticano II, Constituição sobre a Igreja”, explica também o apostolado da oração  http://www.acidigital.com/noticia.php?id=23544


Arcebispo de Medellín alerta para as chamadas missas de cura

11/05/2012


Medellín (Quinta-feira, 08-12-2011, Gaudium Press) O Arcebispo de Medellín, na Colômbia, Dom Ricardo Tobón Restrepo se dirigiu aos sacerdores, religiosos e fiéis, afirmando que a chamada “Missa de Cura” é um termo ambíguo, já que todas as Santas Missas “são curadoras”.

Dom Ricardo refletiu sobre o tema em seu programa semanal, seguido de uma Carta Pastoral dirigida aos bispos das províncias eclesiásticas de Medellín e Santa Fé de Antioquia orientando que seus padres e religiosos para fornecer “algumas orientações sobre uma série de inciativas e fenômenos que tem sido propagados em algumas paróquias por parte de sacerdores e leigos que certamente apresentam aspectos e procedimentos que não estão em conformidade com a fé, com a liturgia e com a prática pastoral da Igreja Católica.

O Arcebispo de Medellín também exorta para que se evite este tipo de celebração para que não se prestem a “exploração da emoção, da necessidade de cura e da visão mágica das coisas que algumas pessoas podem ter. Sobretudo não se pode tolerar negociar sobre o sofrimento das pessoas”.

Do mesmo modo, Dom Ricardo expressa sua preocupação sobre as denominadas “Missas de Cura” podendo haver a promoção de exorcismos, orações de libertação, unções e demais práticas que, nas palavras do Arcebispo, “alteram gravemente o sentido da vida sacramental da Igreja”.

O prelado lembra ainda que desde sempre a Igreja tem rezado de maneira muito especial pela saúde dos enfermos, mas fica extremamente preocupada com a introdução de algumas formas de rezar, incluindo a liturgia, que busquem “pressionar a Deus para garantir aos que sofrem, que recebam a graça que suplicam”, gerando “sérias confusões na comunidade, como a de atribuir a graça de Deus a pessoas, lugares, tempos e elementos particulares e exclusivos”.

Finalmente Dom Ricardo Tobón Restrepo fez um chamado para que se celebre e aproveite “devidamente os sacramentos da Eucaristia, da Penitência e da Unção dos Enfermos”, já que para “oficiar Missas em que se queira pedir de modo especial e particular a cura dos doentes, se requer permissão por escrito do Bispo e que, sobre elas, fica proibido receber qualquer tipo de oferta ou doação”.

A Carta Pastoral estará disponível para os fiéis na Cúria Arquidiocesana de Medellín e nas paróquias.

http://www.gaudiumpress.org/view/show/31934


Perigos da ambiguidade pastoral

11/05/2012

Vivemos um momento de profunda mudança cultural. Cada dia nos surpreende o rumo que vão tomando certas visões da vida, as diversas formas com que se afronta a realidade, a orientação que seguem algumas atividades profissionais e instituições sociais. Vários fenômenos afetam seriamente a Igreja: a agressão do secularismo, a migração de católicos para diversos grupos religiosos ou ao mundo da indiferença, a proliferação de propostas espirituais originadas em diferentes interesses, a presença de supostos presbíteros que não estão em comunhão com a Igreja e que ao esconder sua verdadeira identidade geram confusão, a duplicidade de vida de padres, a dispersão e a falta de compromisso de tantos católicos sem uma fé autentica e sem sentido de pertença a Igreja.
Desafortunadamente, frente a esta realidade, nem todos na comunidade católica temos uma mesma visão, uma posição definida e uma atuação em comunhão. Querendo situar-nos em um mundo pluralista, preencher vazios existentes, atrair aos que se foram, satisfazer gostos, fazer o que resulta mais cômodo ou, em alguns caso lamentáveis, obter ganhos econômicos, chega-se a diversas práticas pastorais que, se bem podem apresentar alguns aspectos positivos ou atraentes, no geral não dão respostas aos problemas de fundo; mais bem, em diversos setores da Igreja, criam desconcerto, geram equívocos e dispersam as forças. Neste sentido, se poderia considerar, entre outras, as seguintes práticas:
- O “sacramentalismo” e o “devocionismo”. Várias paróquias funcionam somente para administrar os sacramentos ou promover devoções, sem se preocupar com uma Evangelização responsável, de cuidar da vida comunitária e de ter uma projeção para o mundo caindo em um ritualismo vazio;
- O individualismo espiritual. Alguns promovem certas formas de religiosidade, de espiritualidade ou determinados tipos de formação cristã através das quais congregam um grupo de pessoas com o que praticamente se isolam em uma “igreja paralela”;
- O pentecostalismo da prosperidade. Frente ao desejo de chegar as pessoas, de dar solução milagrosa a diversas situações da vida humana, ou ainda, para conseguir dinheiro, não poucos recorrem a esta prática que provém de um crescente mercado religioso, com que se termina enganando a pessoas crentes psicologicamente frágeis;
- A pastoral do espetáculo. Busca-se impactar em celebrações para crianças, jovens ou pessoas adultas com alguma necessidade. Tudo está planejado: luzes, sons de alta definição, gelo seco, efeitos a laser, transmissão em telas gigantes, música impactante, “testemunhos” de conversão ou milagres, pregação comovente e emocional. Muito “show”, pouca salvação;
- O Tradicionalismo. Em um momento de mudanças, quando se sente insegurança para se situar no mundo, tem grande acolhida, especialmente em alguns grupos de pessoas, o tradicionalismo porque aparentemente é um refugio seguro. Na realidade, promove uma evasão em direção ao passado e traí a Tradição que é uma força viva na Igreja.
Com estas e outras prática semelhantes estamos gerando ambiguidades, desorganização pastoral e dispersão de forcas. Mais ainda, estamos perdendo um tempo precioso, que não voltaremos a ter, para cumprir a missão que nos deixou o Senhor. É a hora de dar uma sólida formação cristã, de inserir na cultura o sentido da vida e da esperança, de semear na sociedade os valores indispensáveis que aporta o Evangelho. Ao celebrar os 50 anos do Vaticano II, urge assumir o discernimento que então se fez e seguir o caminho eclesial que indicou o Magistério Vivo da Igreja. É preciso levar a sério a Nova Evangelização com processos de tornar discípulos-missionários os cristãos católicos. É necessário unir-nos, nas linhas fundamentais da pastoral diocesana, como um caminho seguro para responder ao que o Espirito Santo diz hoje a Igreja.
+ D. Ricardo Tobón Restrepo, Arcebispo de Medellín – Colombia

Tradução do castilhano P. Vitor Hugo Mendes
Secretario Executivo de Cultura e Educação – CELAM
* texto original http://www.celam.org/observatorio_pas/Images/img_noticias/docu4f99adae6bd83_26042012_318pm.pdf


A igreja mais bonita do Brasil

11/05/2012

http://www.onzeonze.com.br/blog360/toursaofrancisco/index.html

Foto contínua de 360º

A Igreja e Convento de São Francisco são importantes edificações históricas da cidade de Salvador, na Bahia.

Foram classificadas, em 2009, como uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo e indicadas à eleição das 7 Maravilhas do Brasil. (clique na foto para visitar…. )


Ditadura continua polarizando a imprensa brasileira

11/05/2012

Em sua batalha diária por atingir o estágio de uma autêntica democracia, o Brasil continua recheado de confrontações políticas e ideológicas em torno do legado da ditadura militar que vigorou no país de 1964 a 1985. Em um dos principais campos dessa disputa, a comunicação, nota-se a mesma polarização, opondo, de um lado, a mídia burguesa e comercial e, de outro, a chamada mídia alternativa.

 

Não se trata de nenhuma casualidade, uma vez que a primeira incitou, festejou e apoiou incondicionalmente o golpe, até os seus estertores, quando, de forma obviamente oportunista, passou a acompanhar os ventos políticos de então, já soprando em direção à democracia. Do outro lado, estão os herdeiros que até hoje tentam substituir todos os órgãos de imprensa desaparecidos nos anos de chumbo, em geral recheados de jornalistas que de alguma forma conheceram de perto a repressão e o arbítrio fardado.

 

Como o Brasil até hoje não se confrontou de fato com seu passado sombrio e com a punição dos carrascos que torturaram, mataram e sumiram a bel prazer com corpos e direitos de opositores políticos, seguem as disputas nas ruas, nas comunicações e na justiça por abertura de arquivos, julgamento de repressores e aplicação de penas punitivas contra aqueles que cometeram os imprescritíveis crimes de lesa humanidade.

 

Aliás, a própria qualificação de tais crimes já mostra o partido tomado pelos citados setores da imprensa. Grupos como Globo, Folha, Estado, Abril insistem nas teses defendidas na lei de Anistia que os próprios militares promulgaram em seu favor. No entanto, convenções e legislações internacionais assinadas pelo Brasil se chocam diretamente com tais preceitos, tidos como inaceitáveis pelo direito internacional. Caso contrário, ficaria difícil punir genocidas, ditadores, torturadores e assassinos em geral de outros regimes autoritários, conforme já procederam alguns países.

 

Por conta disso, o Brasil voltou a ficar na alça de mira da luta mundial pelos direitos humanos, após ser condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso referente à guerrilha do Araguaia, quando desacatou a ordem de buscar os restos mortais dos guerrilheiros ali mortos em combates contra o exército, que por sua vez continua a homenagear os facínoras do regime de exceção e mostrar lamentável negligência na elucidação de seus crimes.

 

Como era de se imaginar, a mídia que bateu continência ignorou o fato, estampando pequenas notas e mostrando nenhuma indignação com relação à falta de respeito do país e do Estado brasileiro para com suas vítimas. No lado oposto, não faltou a cobertura que uma relevante condenação sofrida pelo país exige, reforçada pelo fato de termos no momento uma ex-guerrilheira na presidência, que por sua vez declarou que os direitos humanos seriam caríssimos ao novo governo.

 

Na mesma esteira – após anos de luta de alguns setores realmente progressistas que ocuparam cargos oficiais nos últimos mandatos, além das vítimas, familiares e militantes anti-ditadura, complementados pelas referidas pressões e condenações externas -, chegou a hora que o país teve de instaurar algum mecanismo de investigação do passado ditatorial, trazendo a público seu rosário de atrocidades.

 

Inicialmente chamada de Comissão da Verdade, Memória e Justiça, esse instrumento a ser implementado pelo atual governo democrático logo se reduziu apenas ao seu primeiro terço, atendendo exatamente a pressões e chantagens dos militares, que encontraram na mídia a eles afinada uma generosa tribuna de revisão e distorções históricas, além da odiosa retórica do medo e das eventuais conseqüências que mexer no passado imundo do país traria.

 

Nesse bojo, algumas posições foram paulatinamente se radicalizando. De um lado, os militares voltavam a ranger dentes, atentos à crescente indignação na população sobre sua impunidade, já vista por boa parte das pessoas como responsável direta pela cultura, precisamente, de impunidade vigente no país – além do nefasto legado de violências praticadas pelas atuais “forças de segurança”, que cometem as mesmas ilegalidades e barbaridades do regime de exceção, porém, em quantidade incomparavelmente superior, caso praticamente único no mundo.

 

Enquanto os familiares e vítimas da ditadura, com seus advogados, começaram a procurar novas interpretações jurídicas para incriminá-los, contando também com a ajuda do Ministério Público, os militares se articulam para protelar o quanto puderem a revisão de sua Lei de Anistia, reconhecida pelo STF como válida. Trata-se de decisão política sem respaldo algum na comunidade e, como dito, direito internacionais. No entanto, serve pra explicar como o Estado brasileiro é repleto de beneficiários e ex-aliados da ditadura, que agora tratam de travar ao máximo a luta por justiça e punição.

 

Apesar disso, os discursos carregados de cinismo na defesa pelo esquecimento do passado, baseados em falsas premissas conciliadoras, continuam a ecoar fortemente pela mídia conservadora. Chamou atenção editorial da Folha de S. Paulo, talvez o jornal mais descaradamente aliado dos militares, intitulado “Respeitem a lei de Anistia”, cujo título e tom dispensam comentários.

Fora isso, qualquer nota ou declaração dos chamados ‘milicos de pijama’ ganha espaço nas páginas dos periódicos dos referidos grupos, sempre em viés de ameaça, sugerindo que nossa atual ordem constitucional se encontrará sob risco caso se invista seriamente na elucidação e punição dos crimes da ditadura, além da abertura de seus arquivos – por sinal, outro poço de obscuridade, existindo até hoje importantes documentos em mãos dos repressores.

 

Para fazer o mínimo jogo de cena, vez por outra aparece a opinião ou uma modesta matéria com o lado vitimado, costumeiramente identificado de forma pejorativa como bandos de esquerdistas e comunistas então radicalizados, o que está longe de refletir a realidade da oposição ao regime na época. No entanto, nunca se viram opiniões de seus tradicionais articulistas em favor desse lado com o mesmo volume e contundência das tergiversações pró-militares.

 

Mais uma vez, nota-se uma gritante diferença ao se comparar este jornalismo com o de outros veículos de comunicação menos abastados e conservadores. Nestes, podemos verificar grande quantidade de matérias e artigos dando voz às vítimas da ditadura, além de uma clara orientação editorial de punição de tais crimes e um considerável trabalho em favor da memória, a ser incutida nas novas gerações de leitores.

 

Em geral, tais veículos possuem em suas redações e conselhos editorais jornalistas que sofreram diretamente na carne as violências e censuras perpetradas pela ditadura. São pessoas que trabalharam em diversos jornais e revistas que não mais existem exatamente por não terem se curvado aos militares e resistido até onde fosse possível, inclusive na clandestinidade. Ou trabalharam nos que ainda existem, até a “asfixia” total.

 

Enquanto os referidos veículos dos monopólios midiáticos oferecem todo o espaço desejado pelos oficiais da reserva, sob a alegação de que estes não devem obediência ao Executivo por já não serem da ativa, a mídia da contracorrente vem elevando seu empenho na prática de um jornalismo de memória, mostrando aos brasileiros de hoje a relação direta que este período tem com nosso arremedo de democracia, até hoje cerceada e monopolizada pelos mesmos oligarcas, latifundiários e industriais que tiraram João Goulart do poder pela força dos tanques e fuzis.

 

Outro momento que marcou essa confrontação foi o 48º aniversário do golpe – ou “revolução”, como insistem em chamar os freqüentadores do Clube Militar, desta vez alvo de protestos em sua porta. Sintomaticamente, a PM carioca, até outro dia em greve que pedia, e até recebia, a solidariedade popular, reprimiu os manifestantes, inclusive ferindo alguns com suas famosas armas “não-letais” israelenses.

 

No mesmo fim de semana, o troco foi dado através de um desfile do bloco de carnaval denominado Cordão da Mentira, organizado por alguns movimentos sociais, tanto da política como da cultura, com respaldo de jornalistas e veículos de mídia alternativa. O ato/festa causou impacto ao fazer seu itinerário em cima de marcos simbólicos dos anos de chumbo, como a sede da TFP e a entrada da Folha de S. Paulo, culminando no atual Memorial da Resistência, antiga sede do mal assombrado DOPS, onde se torturou e matou como em poucos lugares.

 

Na seqüência disso, vieram os “escrachos”, inspirados nos atos da população argentina de visitar casas de velhos repressores e denunciá-los pela vizinhança, expondo-os à realidade de suas biografias de maneira que o Estado brasileiro ainda não se encorajou a fazer. Organizados pelo recém-formado Levante Popular da Juventude, os escrachos deram razoável retorno e novo fôlego na luta pelo combate à impunidade ditatorial.

 

Tais fatos, ocorridos num curto espaço de tempo, tornaram a ter a repercussão característica de cada espectro jornalístico e evidenciaram sua polarização. Na mídia comercial, destaque um pouco maior para os protestos diante do Clube Militar, fria e acriticamente, enquanto que os atos de rua posteriores à festa dos saudosos da ditadura praticamente não foram repercutidos. Como não poderia deixar de ser, no outro lado da trincheira, o destaque foi grande, em geral com maior cobertura presencial e posições elogiosas às manifestações.

 

Dessa forma, os debates em torno da herança (e o que dela fazer) da ditadura civil-militar geram uma grande polarização em nossa imprensa, atiçada pela culpa que eternamente carregarão e tentarão esconder os barões da mídia, cujos impérios se solidificaram exatamente por obra deste regime. Ao lado, ao mesmo tempo, da não menos duradoura indignação daqueles que praticam o jornalismo guiados por seus preceitos éticos, sociais e humanitários, autênticas cláusulas pétreas deste ofício.

 

Como se vê, não existe qualquer resquício de “imparcialidade”, outra grande lenda inventada pela mídia patronal. Sempre partidária dos interesses da atual ditadura, a de mercado, essa mídia apela a tais princípios de isenção – ou frigidez – em momentos que lhe convém, quando o assunto incomoda a tal ponto que, na verdade, seus donos sequer gostariam de abordá-lo.

 

Por outro lado, a corrente derrotada na ditadura segue em sua luta por um jornalismo e um país menos bárbaros e mais democráticos, produzindo cada vez mais livros, reportagens, editoriais, documentários sobre esse período de grande vergonha e humilhação. Interpreta que esse momento histórico até hoje influencia e determina rumos na vida de nossa população, seja na política, na distribuição de renda, na educação, na cultura ou nos mais variados direitos humanos.

 Cabe a cada cidadão, cada vez mais, escolher por onde se informar e orientar.

 Gabriel Brito é jornalista do Correio da Cidadania.

http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7098:manchete040512&catid=68:a-ordem-na-midia&


CARTA AOS SACERDOTES, TEXTOS, EXAME DE CONSCIENCIA…

08/05/2012
textos varios para sacerdotes

Carta, textos, Exame de consciencia e oração – clique na foto


ORAÇÃO PELA SANTA IGREJA E PELOS SACERDOTES

08/05/2012
Ó meu Jesus, Vos peço por toda a Igreja,
concedei-lhe o amor e a luz do Vosso Espírito,
dai vigor às palavras dos sacerdotes,
de tal modo que os corações endurecidos
se enterneçam e retornem a Vós, Senhor.
Ó, Senhor, dai-nos santos sacerdotes;
Vós mesmo, conservai-lhes na santidade.
Ó Divino e Sumo Sacerdote,
que a potência da vossa misericórdia
lhes acompanhe em todos os lugares
e lhes defenda das insídias e dos laços do diabo,
pois ele tenta continuamente as almas dos sacerdotes.
Ó Senhor, que a potência da Vossa misericórdia
quebre e aniquile tudo aquilo
que possa obscurecer a santidade dos sacerdotes,
porque Vós podeis todas as coisas.
Meu Jesus amantíssimo,
Vos peço pelo trinfo da Vossa Igreja,
para que abençoes o Santo Padre e todo o clero;
para obter a graça da conversão
dos pecadores obstinados no pecado;
por uma especial bênção e luz,
Vos peço, Jesus, pelos sacerdotes
com os quais me confessarei durante toda a minha vida.
(Santa Faustina Kowalska)

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